Primeiro Mês de Testes do IBS: Guia para Prestadores de Serviço

Reforma Tributária em Ação: primeiro mês de testes do IBS e como se preparar

Desde 1º de janeiro, o novo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) entrou em fase de testes em diversas capitais. Embora a alíquota aplicada seja simbólica — apenas 0,1% sem recolhimento efetivo — a maior mudança se dá nas obrigações acessórias. Empresas emissoras de notas fiscais já precisam destacar valores de IBS e de CBS em campos exclusivos, garantindo a conformidade com a fase experimental.

Para prestadores de serviço, ficar defasado nessa etapa inicial pode resultar em retrabalho, falhas no sistema de gestão fiscal e multas quando a cobrança efetiva começar. Atualize seus processos e sistemas de emissão para atender aos novos requisitos e evite surpresas na fase de implantação definitiva da reforma tributária.

Os riscos de ficar para trás na fase de testes do IBS

Ignorar as novas exigências desde a fase de testes do IBS pode gerar impactos significativos na operação diária. Empresas que não atualizarem seus sistemas de gestão fiscal ou continuarem emitindo notas sem os campos obrigatórios correm o risco de enfrentar diversos problemas mesmo antes da cobrança efetiva do imposto.

  • Retrabalho e atrasos: correções manuais em notas fiscais podem consumir tempo e recursos preciosos.
  • Falhas de integração: sistemas não adaptados tendem a apresentar inconsistências nos dados de CBS e IBS.
  • Multas futuras: quando a cobrança sair da fase de teste, eventuais omissões podem resultar em penalidades.
  • Perda de credibilidade: o não cumprimento das obrigações acessórias afeta a imagem da empresa junto a clientes e órgãos fiscalizadores.
  • Aumento de custos operacionais: ajustes de última hora podem demandar contratações emergenciais ou horas extras na equipe.

Ao se antecipar e cumprir já as novas obrigações, sua empresa evita contratempos, garante maior segurança fiscal e mantém a competitividade no mercado.

Novos impostos em pauta: IBS, CBS e Imposto Seletivo (IS)

A Reforma Tributária instituiu três tributos principais para unificar e simplificar a arrecadação no Brasil. Na fase de testes e implantação gradual, eles atuarão em paralelo aos impostos atuais até sua completa substituição.

  • CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços): englobará o IPI e o PIS/Cofins. A partir de 2026, as empresas devem destacar a CBS nas notas fiscais, preparando-se para a extinção definitiva dessas contribuições.
  • IBS (Imposto sobre Bens e Serviços): substituirá o ICMS (estadual) e o ISS (municipal). A transição ocorrerá em etapas, com paralelismo entre os tributos atuais e o IBS até 2032, quando ICMS e ISS deixarão de existir.
  • Imposto Seletivo (IS): de competência da União, incidirá sobre produtos e serviços específicos (bebidas alcoólicas, cigarros, combustíveis), mantendo o caráter desestimulador de certas atividades e complementando a arrecadação central.

Essa nova sistemática visa unificar regras, reduzir litígios entre estados e municípios, e oferecer maior previsibilidade aos contribuintes. Durante o período de testes, o destaque obrigatório em campos exclusivos das notas fiscais permite ajustes em sistemas de gestão, garantindo uma transição mais suave até a extinção gradual dos tributos atuais.

Alíquota zero e etapa de testes: o que muda na prática

No primeiro mês de testes, o novo IBS funciona com alíquota simbólica de apenas 0,1%, aplicada como campo destacado na nota fiscal, mas sem gerar recolhimento efetivo. Essa fase foi desenhada para validar processos e sistemas antes do início da cobrança definitiva.

  • Alíquota de teste: 0,1% aplicada isoladamente, sem integrar o valor total da operação;
  • Sem arrecadação: o valor destacado é informativo, não há débito em conta nem compensações tributárias;
  • Tributos em paralelo: IBS e CBS coexistem com ICMS, ISS, IPI e PIS/Cofins até a conclusão da transição;
  • Adequação de sistemas: emissão de notas fiscais com novos campos para IBS e CBS já é obrigatória;
  • Foco acessório: nesta etapa, não há sanções por descumprimento, mas as empresas são estimuladas a testar e ajustar seus processos.

Com esse modelo experimental, contribuintes identificam falhas, ajustam integrações e se preparam para o cronograma de extinção gradual dos tributos atuais, garantindo uma migração mais segura e sem surpresas quando a cobrança passar a valer integralmente.

Obrigações acessórias: atualize suas notas fiscais até 2027

Na fase de testes do IBS, as empresas emissoras de notas fiscais eletrônicas (NF-e) devem incluir campos específicos para destacar valores de CBS e IBS, mesmo sem recolhimento. A adoção desses novos campos é obrigatória desde 1º de janeiro de 2026, garantindo a consistência das informações e permitindo a identificação prévia de possíveis ajustes.

  • Base de cálculo do IBS e da CBS: informe o valor da operação sujeito às alíquotas de teste.
  • Alíquotas aplicadas: destaque 0,1% para o IBS e a alíquota definida para a CBS.
  • Valor destacado do tributo: registre o montante de IBS e de CBS sem integrá-lo ao total da nota.
  • Regime tributário: sinalize se a empresa é optante pelo Simples Nacional ou pelo regime normal.
  • Observações fiscais: inclua nota explicativa sobre o caráter experimental e a não exigência de recolhimento nesta etapa.

O prazo final para adequação completa é 31 de dezembro de 2026. As empresas optantes pelo Simples Nacional estão dispensadas de detalhar CBS e IBS em suas notas até essa data e devem iniciar a obrigatoriedade em 1º de janeiro de 2027. Cumprir antecipadamente essas exigências evita retrabalho, inconsistências nos sistemas e garante maior segurança na transição para o novo modelo tributário.

Comitê Gestor do IBS e portal de serviços: sua central de informações

Em 13 de janeiro de 2026, o presidente sancionou a Lei Complementar 227/26, marcando a oficialização da Reforma Tributária. A LC 227/26 instituiu a criação do Comitê Gestor do IBS (CGIBS), responsável pela governança compartilhada do novo modelo de tributação do consumo entre União, Estados, Distrito Federal e Municípios. Além disso, ampliou benefícios como alíquota zero para medicamentos em linhas de cuidado específicas.

O Comitê Gestor do IBS tem sede em Brasília e é composto por 54 representantes dos entes federativos. Sua principal missão é coordenar a implantação, a administração e a uniformização de regras do IBS em todo o país.

  • Gestão unificada da arrecadação do IBS;
  • Coordenação de fiscalização e cobrança entre os diversos entes;
  • Representação administrativa e judicial dos órgãos tributários;
  • Padronização da interpretação e aplicação da legislação;
  • Monitoramento e ajuste de diretrizes federativas para o novo imposto.

Paralelamente, foi lançado o Portal de Serviços do CGIBS, que centraliza conteúdos institucionais, informações técnicas e o Serviço de Atendimento ao Contribuinte (SAC). A plataforma funciona como ponto único de consulta e será atualizada continuamente com manuais, orientações e esclarecimentos sobre o IBS.

Como a Auditar Contábil apoia sua empresa neste novo cenário tributário

Diante da complexidade das novas obrigações acessórias e das alterações nos sistemas de emissão de notas fiscais, contar com um suporte especializado faz toda a diferença. A Auditar Contábil oferece uma abordagem integrada para auxiliar prestadores de serviço em cada etapa da transição tributária:

  • Gestão tributária: acompanhamento contínuo das obrigações do IBS, CBS e IS, com análise de impactos e orientações sobre alíquotas de teste.
  • Adequação de sistemas: revisão e parametrização de ERPs e aplicativos de emissão de notas fiscais, garantindo inclusão correta dos novos campos sem interromper o fluxo operacional.
  • Compliance fiscal: implementação de controles internos e treinamentos para a equipe, prevenindo inconsistências e preparando a empresa para futuras fiscalizações.

Com esse conjunto de soluções, sua empresa mantém a conformidade desde já, reduz falhas de integração e se posiciona de forma mais segura para a fase de cobrança efetiva do novo modelo tributário.

Acompanhe nosso blog para mais atualizações sobre a Reforma Tributária

Fique por dentro de todas as mudanças e prazos da Reforma Tributária acessando nosso blog diariamente. Aqui você encontrará análises atualizadas, infográficos explicativos e orientações práticas para cada fase de implementação do IBS, CBS e Imposto Seletivo. Não perca nenhum detalhe: acompanhe nossos conteúdos e garanta que sua empresa esteja sempre informada e preparada para as próximas etapas do novo modelo tributário.

Fonte Desta Curadoria

Este artigo é uma curadoria do site AlagoNews. Para ter acesso à matéria original, acesse Reforma Tributária: saiba o que mudou no primeiro mês da fase de teste do IBS

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