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Toggle72% das empresas ainda não se adaptaram à reforma tributária: riscos e soluções
Em menos de três meses para a entrada em vigor da primeira fase prática da reforma tributária, 72% das empresas brasileiras de médio e grande porte ainda não adaptaram seus processos internos às novas regras de recolhimento e declaração de tributos sobre consumo.
Segundo levantamento da V360, 33,2% não discutiram os impactos, 38,6% iniciaram apenas um diagnóstico preliminar e apenas 28,1% têm plano estruturado de adequação.
A falta de preparação pode causar riscos graves, como:
- Bloqueio de faturamento
- Interrupção das operações
- Comprometimento do fluxo de caixa
Neste artigo, apresentamos riscos e soluções para orientar sua empresa na adaptação à nova realidade tributária.
O grande risco que sua empresa corre ao ignorar a reforma tributária
Ignorar a adaptação às novas regras tributárias pode gerar consequências imediatas e duradouras para o seu negócio. A falta de adequação coloca em risco a continuidade das operações, prejudica o relacionamento com fornecedores e eleva a exposição a sanções fiscais. Em um cenário de baixa margem de erro, cada atraso ou inconsistência no cumprimento das obrigações pode se traduzir em entraves operacionais e financeiros.
- Bloqueio de faturamento: sistemas de pagamento e emissão de notas podem ser suspensos até a correção de inconsistências;
- Interrupção das operações: empresas sem processos digitais integrados correm o risco de paralisar atividades essenciais;
- Comprometimento do fluxo de caixa: multas, juros e atrasos em pagamentos a fornecedores pressionam a liquidez.
Além dos impactos diretos, a reputação da empresa também pode ser afetada junto a clientes e parceiros. A demora na implementação de sistemas digitais de conferência e emissão de notas fiscais amplia a vulnerabilidade a bloqueios e a instabilidades no caixa, tornando crucial a adoção de medidas imediatas para garantir a continuidade e a saúde financeira do negócio.
Panorama da adaptação: o que diz a pesquisa da V360
O levantamento da V360, que ouviu 355 empresas médias e grandes dos setores de varejo, indústria, construção civil, agronegócio e tecnologia, aponta o atual estágio de adequação à reforma tributária:
- 33,2% ainda não iniciaram discussões internas sobre os impactos;
- 38,6% fizeram apenas um diagnóstico preliminar;
- 28,1% já estruturaram um plano de adaptação.
Quanto à distribuição geográfica, 68,2% das companhias estão sediadas na Região Sudeste, evidenciando maior concentração de esforços nessa localidade. Em todo o espectro de porte e segmento, observa-se um déficit geral de maturidade para enfrentar as novas exigências fiscais, reforçando a necessidade de acelerar o processo de implementação de soluções e revisões de procedimentos internos.
Quem está mais atrasado? Setores e regiões em destaque
O ritmo de adaptação varia significativamente conforme o setor de atuação e a localização geográfica das empresas:
- Tecnologia: mais avançado, com cerca de 35% das empresas já com plano estruturado e apenas 28% sem iniciar discussões.
- Indústria: nível intermediário, com 29% de planos definidos e 36% em fase preliminar.
- Construção civil: somente 25% estruturaram ações formais, enquanto 33% ainda não debateram internamente os impactos.
- Varejo: 23% com plano de adaptação e 40% realizaram apenas diagnósticos iniciais.
- Agronegócio: mais atrasado, com 18% de planos prontos e 45% sem qualquer discussão interna.
Na dimensão regional, o Sudeste concentra o maior esforço de preparação, embora ainda exista um terço das empresas sem discutir a reforma:
- Sudeste: 32% estruturaram planos, 30% em diagnóstico e 38% sem ação.
- Sul: 26% com plano, 39% em fase preliminar e 35% sem iniciar.
- Nordeste: apenas 18% com plano, 31% em avaliação e 51% sem discussão.
- Centro-Oeste: 15% estruturaram adaptação e 55% ainda não tramitaram o tema.
- Norte: maior atraso, com 10% de planos e 65% sem qualquer esforço de adequação.
Esses números evidenciam a urgência de acelerar o processo, especialmente em regiões e setores onde o avanço é mais lento, para evitar riscos operacionais e financeiros no início da nova sistemática tributária.
Cronograma e mudanças fundamentais da reforma tributária
A reforma tributária aprovada em 2023 prevê a unificação de quatro tributos sobre consumo – PIS, Cofins, ICMS e ISS – em dois novos tributos: a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), de âmbito federal, e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), sob gestão de estados e municípios. O objetivo é simplificar a arrecadação, reduzir litígios e harmonizar as regras entre entes federados.
- Janeiro de 2026: início da cobrança em caráter experimental, com alíquota de 0,9% para a CBS e 0,1% para o IBS.
- 2027: extinção definitiva de PIS e Cofins; definição da alíquota de referência da CBS pelo Ministério da Fazenda.
- 2028 a 2033: transição gradual para o novo modelo, com implementação completa de sistemas eletrônicos de apuração, rateio e recolhimento do IBS e da CBS.
Durante o período de transição, as empresas deverão ajustar sistemas de emissão e recebimento de notas fiscais eletrônicas, revisando processos internos para atender aos novos campos e conceitos de crédito tributário. A sincronização entre contribuintes e fiscos estaduais, municipais e federal será fundamental para garantir conformidade e mitigar riscos de multas ou bloqueios operacionais.
Desafios práticos: notas fiscais e automação
Com a reforma tributária, as notas fiscais eletrônicas exigirão a inclusão de cerca de 200 campos adicionais para registro de informações sobre the CBS e o IBS. Essa complexidade torna imprescindível a atualização de sistemas e processos internos.
- Emissão: as ferramentas de ERP e emissão precisam ser configuradas para gerar documentos completos, evitando rejeições ou bloqueios no ambiente fiscal.
- Conferência: o aumento de campos demanda uma revisão detalhada das notas recebidas, elevando o tempo gasto na conferência manual e o risco de erros.
- Ingresso eletrônico: além de emitir, as empresas devem automatizar o recebimento e a validação das notas dos fornecedores, garantindo a integridade das informações antes do pagamento.
- Duplicatas escriturais: o registro eletrônico que comprova operações comerciais exige integração entre sistemas de cobrança e contabilidade, sob pena de falhas na liquidação de títulos.
Sem a automação adequada, processos manuais podem gerar gargalos operacionais, atrasos em pagamentos e inconsistências fiscais. Para mitigar esses riscos, é fundamental adotar soluções que integrem emissão, recepção e validação eletrônica de notas, além de suportar o novo layout tributário.
Estratégias para evitar bloqueios e falhas operacionais
Para minimizar riscos de bloqueios operacionais e sanções fiscais, as empresas devem adotar uma abordagem estruturada de adequação à reforma tributária. Antecipe o planejamento orçamentário para 2025, garantindo recursos para atualização de sistemas e capacitação de equipes. Priorizando a automação de processos e a integração de plataformas fiscais, é possível reduzir erros e acelerar a conferência de notas eletrônicas.
- Orçar adaptação em 2025: destine verba para licenciamento de softwares, customização de ERP e treinamentos internos;
- Investir em sistemas integrados: adote soluções que unifiquem emissão, recepção, validação e conciliação de notas fiscais;
- Adoção de automação de processos: implemente ferramentas de RPA e inteligência fiscal para eliminar retrabalhos manuais;
- Parceria com consultorias especializadas: conte com expertise tributário para revisar fluxos, validar controles e garantir conformidade;
- Monitoramento contínuo: estabeleça indicadores-chave e dashboards para acompanhar o progresso e detectar desvios em tempo real.
Com essas medidas, sua empresa estará mais preparada para transitar suavemente pelas novas exigências e reduzirá significativamente a exposição a interrupções operacionais e financeiras.
Como a Auditar Contábil pode ajudar na sua adaptação
A Auditar Contábil auxilia empresas na jornada de conformidade com a reforma tributária por meio de uma abordagem integrada e personalizada. Nossa equipe combina experiência contábil e tributária para mapear processos, identificar gaps e propor soluções adequadas ao porte e ao setor de cada organização.
- Revisão e legalização: adequamos contratos, estatutos e documentos societários às novas regras do IBS e da CBS, garantindo o enquadramento correto desde o início.
- Gestão de Imposto de Renda: estruturamos rotinas de apuração, escrituração e entrega de declarações, alinhadas às mudanças na tributação federal e estadual.
- Implantação de sistemas: apoiamos na configuração de ERPs e plataformas de automação, integrando emissão, recepção e validação de notas fiscais eletrônicas com os novos layouts.
- Suporte contínuo: monitoramos alterações normativas, oferecemos capacitação às equipes internas e fornecemos relatórios periódicos de status e indicadores de conformidade.
Com essas entregas, sua empresa ganha segurança para ajustar processos internos, reduzir riscos de penalidades e manter a performance operacional estável durante toda a transição tributária.
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Fonte Desta Curadoria
Este artigo é uma curadoria do site Você S/A. Para ter acesso à matéria original, acesse Pesquisa mostra que empresas não se adaptaram para reforma tributária






