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ToggleSimples Nacional e Reforma Tributária: o que muda para PMEs de serviços
Recentemente aprovada a Reforma Tributária traz alívio aos prestadores de serviços: o Simples Nacional segue de pé, porém com novidades.
Com o novo IVA dual, dividido entre CBS federal e IBS estadual/municipal, muda a forma de apuração e pode surgir risco de perda de competitividade, especialmente para quem vende a médias e grandes empresas, sem geração de créditos tributários.
À medida que o regime se moderniza, o planejamento estratégico, revisão de preços e organização documental tornam-se cruciais. Na transição, que vai até 2033, o cuidado contábil e a análise de cenários são decisivos para manter caixa e vantagem no mercado.
Alerta: risco de perda de competitividade sem planejamento
Sem um mapeamento prévio das mudanças, as PMEs de serviços correm o risco de ver o caixa encolher de forma repentina. A nova estrutura de IVA dual traz custos adicionais que, se não previstos, podem se transformar em impacto imediato no fluxo financeiro.
- Aumento de custos operacionais por falta de previsão de CBS e IBS;
- Multas e juros decorrentes de atraso ou erro no recolhimento;
- Redução da competitividade frente a fornecedores que emitem créditos;
- Dificuldade na precificação sem considerar a nova dinâmica tributária;
- Perdas em negociações com médias e grandes empresas sem geração de créditos.
Identificar esses pontos de atenção agora é crucial para evitar apertos de liquidez, prejuízos em margem e perda de espaço no mercado.
Mudanças no Simples Nacional com o novo IVA dual
Com a implantação do IVA dual, o Simples Nacional não deixará de existir, mas o processo de apuração de tributos sofrerá alterações importantes. Até então, a cobrança era feita de forma única pelo Documento de Arrecadação do Simples (DAS). A partir da Reforma, será necessário decompor esse pagamento em duas parcelas:
- CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços): tributo de competência federal, aplicado a operações de venda e prestação de serviços no mercado interno. As alíquotas serão definidas conforme a faixa de faturamento e o anexo do Simples.
- IBS (Imposto sobre Bens e Serviços): recolhido pelos estados e municípios, também com alíquota variável por faixa de faturamento. Abrange o mesmo universo de operações, mas destina recursos ao ente local.
- Base de cálculo única: apesar da cisão em CBS e IBS, a soma do faturamento para definição da alíquota permanece inalterada.
- Apuração paralela: em vez de um único DAS, as empresas devem gerar guias distintas ou um sistema integrado que detalhe os valores de cada tributo.
- Informações fiscais: será necessário ajustar o sistema de emissão de notas e relatório de receitas para refletir corretamente a partilha entre federal e local.
Para PMEs de serviços, isso implica atualização de sistemas de gestão e contabilidade, além de maior atenção ao fluxo de caixa para antecipar os dois recolhimentos e evitar inconsistências no DAS.
Impacto dos créditos tributários nas relações com médias e grandes empresas
Na prática, empresas enquadradas no Simples Nacional não geram créditos de IBS e CBS para seus clientes fora do regime simplificado. Isso pode tornar seus serviços menos atrativos para médias e grandes organizações, que buscam fornecedores capazes de repassar valor fiscal ao longo da cadeia.
- Maior custo efetivo para o cliente B2B, pois não há compensação tributária;
- Pressão por redução de preço ou revisão de contratos para compensar a falta de créditos;
- Dificuldade em participar de processos de compra onde o critério de crédito fiscal é decisivo;
- Risco de exclusão de cadeias de fornecedores integradas às grandes empresas;
- Necessidade de demonstrar diferenciais adicionais (qualidade, agilidade) para manter competitividade.
Para não perder oportunidades, é essencial que as PMEs de serviços antecipem esse impacto e reforcem argumentos de valor além da questão tributária.
Importância do planejamento estratégico e revisão de preços
Para manter a saúde financeira em meio às novas regras do Simples Nacional, é fundamental unir um planejamento tributário bem estruturado a uma revisão criteriosa de preços. Essa combinação ajuda a preservar margens de lucro, evitar surpresas no caixa e garantir a competitividade do seu serviço.
- Mapeie todos os custos diretos e indiretos: salariais, operacionais e tributários — só assim você saberá o ponto de equilíbrio real.
- Reavalie sua tabela de preços com base nas alíquotas de CBS e IBS e na possibilidade (ou não) de repassar esses custos aos clientes.
- Organize documentos fiscais e contábeis em arquivos digitais e físicos, mantendo notas, recibos e relatórios de receita sempre à mão.
- Simule cenários de fluxo de caixa para os próximos 12 meses, projetando o impacto dos novos tributos em diferentes faixas de faturamento.
- Estabeleça revisões periódicas (mensais ou trimestrais) para ajustar preços e despesas, identificando rapidamente desvios de orçamento.
Com essas ações, você ganha clareza sobre sua estrutura de custos, consegue negociar com segurança e evita riscos de liquidez. A organização documental e o acompanhamento constante da performance financeira são aliados indispensáveis para atravessar a transição tributária sem comprometer o crescimento do seu negócio.
Período de transição até 2033: desafios e oportunidades
Ao longo dos próximos dez anos, as PMEs de serviços terão de conviver com dois regimes tributários simultâneos. Esse período de adaptação exige atenção redobrada à rotina fiscal, ajustes de sistemas e maior preparo da equipe contábil.
- Emissão paralela de guias do sistema atual e do IVA dual;
- Atualização de software e integração de módulos para CBS e IBS;
- Conciliação diária de valores para evitar lançamentos duplicados;
- Capacitação permanente da equipe em novas regras e prazos;
- Risco de erros operacionais e multas por inconsistências.
Por outro lado, essa fase gradual também abre espaço para melhorias estruturais e ganhos de eficiência a longo prazo.
- Oportunidade de revisar processos e eliminar etapas manuais;
- Implementação de sistemas mais robustos e integrados;
- Desenvolvimento de controles internos mais precisos;
- Fomento à cultura de planejamento e monitoramento contínuo.
Como a Auditar Contábil pode apoiar seu planejamento tributário
A Auditar Contábil atua como parceira na adaptação das PMEs de serviços ao novo Simples Nacional, oferecendo orientação técnica e soluções práticas para aumentar a segurança e a eficiência tributária.
- Diagnóstico completo: análise das especificidades de CBS e IBS para mapear riscos e oportunidades;
- Estruturação de processos: definição de fluxos de trabalho para emissão de notas, apuração paralela e geração de guias;
- Simulação de cenários: projeções de impacto financeiro em diferentes faixas de faturamento;
- Revisão de precificação: apoio na atualização de tabelas com base em custos diretos, indiretos e tributários;
- Capacitação e acompanhamento: treinamentos para equipe interna e monitoramento contínuo de prazos e obrigações.
Com relatórios periódicos e suporte na organização documental, a Auditar Contábil permite que você mantenha foco no crescimento do negócio, garantindo conformidade e a tomada de decisões embasadas em dados claros.
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Fonte Desta Curadoria
Este artigo é uma curadoria do site Terra. Para ter acesso à matéria original, acesse Simples Nacional sobrevive à Reforma Tributária? O que muda para PMEs





