Piloto do IBS: riscos e oportunidades para prestadores de serviços

Comitê Gestor inicia piloto do IBS com 123 empresas: entenda riscos e oportunidades para seu serviço

Em 5 de janeiro de 2026, começa o projeto piloto do Sistema de Apuração Assistida do IBS, com 123 empresas selecionadas para testar a alíquota simulada de 0,1% em âmbito nacional. Essa fase inicial, regulamentada pela Portaria nº 85/2025, é fundamental para validar a solução tecnológica do novo tributo sobre o consumo, sem cobrança efetiva nesta etapa.

Para prestadores de serviços, acompanhar esse cronograma é essencial para adaptar sistemas, evitar riscos de não conformidade e identificar oportunidades de otimização tributária. A iniciativa antecipa ajustes e prepara seu negócio para o processamento de até 70 bilhões de transações por ano, garantindo competitividade e eficiência no novo modelo de tributação.

O novo IBS está chegando: você corre o risco de ficar para trás?

O novo IBS entrará em vigor de forma gradual, mas a participação das 123 empresas no piloto sinaliza que em breve todos os prestadores de serviços precisarão estar preparados para um modelo de apuração totalmente digital e integrado. Quem deixar para a última hora pode enfrentar problemas de conformidade, multas por erros de cálculo, sistemas defasados incapazes de processar o volume de dados e atrasos na entrega das obrigações fiscais. Além disso, a adaptação intempestiva compromete a análise de fluxo de caixa e a gestão de preços, gerando não só riscos legais, mas também desvantagens competitivas frente a concorrentes que já estarão familiarizados com as novas rotinas tributárias. O relógio está correndo: garantir alinhamento antecipado evita surpresas e protege a saúde financeira da sua empresa.

Cronograma e funcionamento do projeto piloto

O piloto do Sistema de Apuração Assistida do IBS terá início em 5 de janeiro de 2026, com duração prevista de três meses. Durante esse período, as 123 empresas selecionadas em todo o território nacional irão operar em ambiente de testes controlado, sem cobrança efetiva do tributo.

A alíquota aplicada será de 0,1% do valor dos bens e serviços, servindo apenas para fins de simulação e validação dos processos. Nenhum lançamento gerará obrigações fiscais ou pagamentos reais neste estágio.

  • Início: 5 de janeiro de 2026
  • Duração: 3 meses
  • Alíquota simulada: 0,1%
  • Participantes: 123 empresas de todo o país
  • Objetivo: testar a solução tecnológica e identificar ajustes necessários

Ao término da fase nacional, o Comitê Gestor analisará os resultados e ajustará fluxos de informação, visando ampliar o piloto no segundo trimestre e garantir que o sistema esteja pronto para adoção em larga escala.

Critérios de seleção e metas do piloto

Para compor o grupo piloto, o CGIBS considerou três critérios centrais: qualidade dos dados nos Documentos Fiscais Eletrônicos (DF-e), representatividade econômica e diversidade geográfica. A escolha visou garantir que o sistema seja testado em diferentes cenários e volumes de operações.

  • Qualidade dos dados: DF-e com informações completas e sem inconsistências
  • Representatividade econômica: setores variados e portes distintos
  • Diversidade geográfica: participantes de todas as regiões do país
  • Volume de operações: casos de baixo, médio e alto fluxo de transações

O piloto tem como metas validar o processo de apuração, testar a robustez do sistema e identificar pontos de melhoria antes da expansão. Durante três meses, serão monitorados o desempenho, a segurança e a interoperabilidade da solução, além de coletar feedback direto dos participantes para ajustes finais.

Desafios e oportunidades para prestadores de serviços

Para aderir ao IBS, empresas de serviços devem revisar seus sistemas de gestão fiscal e contábil. É essencial garantir que ERPs e softwares de emissão de notas estejam preparados para enviar informações em formato compatível com o Sistema de Apuração Assistida. Ajustes no layout dos Documentos Fiscais Eletrônicos e na parametrização de alíquotas simuladas também demandam atenção técnica.

Além disso, as rotinas internas precisam ser revistas: desde o fluxo de conferência de notas até a contabilização automática dos dados. Equipes financeiras e de TI devem ser treinadas para lidar com novos campos e mensagens de erro do ambiente de testes, assegurando rapidez nas correções e evitando retrabalho.

Entre os principais ganhos para quem se adiantar ao IBS, destacam-se:

  • Automatização de relatórios fiscais, reduzindo tempo de fechamento mensal
  • Maior precisão na apuração de tributos, diminuindo riscos de inconformidades
  • Visibilidade em tempo real do impacto do novo tributo no fluxo de caixa
  • Capacidade de gerar insights para otimizar preços e margens de serviços

Empresas alinhadas às exigências do piloto terão vantagem competitiva ao final da fase de testes, pois seus processos estarão calibrados para o modelo definitivo do IBS, garantindo eficiência e segurança na transição para o novo regime de tributação sobre o consumo.

Como a Auditar Contábil pode ajudar e por que acompanhar nosso blog

A Auditar Contábil acompanha de perto as mudanças do IBS e oferece orientações práticas para sua empresa ajustar sistemas, mapear processos e garantir conformidade durante o piloto e na fase de implementação em larga escala.

Entre os recursos informacionais disponíveis para quem busca se preparar, destacam-se:

  • Guia de configuração de ERPs e sistemas de emissão de notas;
  • Checklists de verificação de dados fiscais e emissões;
  • Atualizações regulares sobre portarias e prazos do IBS;
  • Dicas de alinhamento entre equipes de TI e finanças para testes ágeis;

Para não perder nenhum detalhe sobre a evolução da reforma tributária, acompanhe nosso blog e receba diariamente análises, tutoriais e as últimas notícias sobre o novo modelo de apuração do consumo.

Fonte Desta Curadoria

Este artigo é uma curadoria do site Fenacon. Para ter acesso à matéria original, acesse Comitê Gestor seleciona 123 empresas para participar de projeto piloto do Sistema de Apuração do IBS

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